ABVE defende cronograma do MDIC para o Rota 2030

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico divulgou nesta sexta (1º/12) nota oficial em defesa do programa de incentivo ao setor automotivo Rota 2030, que deverá substituir o Inovar Auto a partir de 2018.

A ABVE defende especificamente o cumprimento do cronograma fixado em abril pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O programa estava previsto pelo MDIC para suceder imediatamente ao Inovar Auto, que tem prazo de vencimento marcado para o dia 31 dezembro deste ano.

CRÍTICAS

O Rota 2030 é um programa de incentivo à indústria automobilística que incorpora uma série de metas de renovação da matriz energética dos veículos brasileiros.

O Rota 2030, porém, tem sido criticado por técnicos do Ministério da Fazenda, que temem o risco fiscal de alguns subsídios do Inovar Auto se perpetuarem no Rota 2030.

Alguns setores do governo temem também eventuais restrições por parte da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O governo estaria propenso a adiar o início do Rota 2030 para depois da conclusão do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que, embora se arraste há 17 anos, poderá ser concluído ainda este ano.

Leia a íntegra da nota da ABVE:

ABVE APOIA CRONOGRAMA ORIGINAL DO MDIC PARA O ROTA 2030

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico recebe com preocupação as notícias de que o Governo Federal poderá adiar o início do Programa Rota 2030, previsto para as primeiras semanas de 2018.

A ABVE preocupa-se em particular com os riscos às metas de mudança da matriz energética dos veículos brasileiros fixadas no novo programa.

Como se sabe, o Rota 2030 foi anunciado em abril pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) para suceder a um programa já existente, o Inovar Auto, que vence no dia 31 de dezembro.

Seu eventual adiamento para uma data incerta poderá abrir um vazio de políticas industriais para o setor automotivo, com efeitos negativos na retomada do crescimento econômico almejado pelo próprio Governo e por toda a sociedade.

O Brasil não pode prescindir de programas que contemplem não apenas os investimentos em novas tecnologias, mas também o compromisso de trocar os combustíveis fósseis por energias renováveis no setor automotivo.

A ABVE confia em que o presidente Michel Temer saberá encontrar o justo equilíbrio entre as restrições orçamentárias expostas pelo Ministério da Fazenda, as demandas da Organização Mundial do Comércio e o imperativo de incentivar a inovação na indústria nacional.

O Rota 2030 é o resultado de um longo e produtivo diálogo entre autoridades, especialistas independentes e entidades representativas do setor automotivo. 

O consenso já alcançado deve ser respeitado e valorizado.

Por tais motivos, a ABVE entende que o cronograma originalmente anunciado pelo MDIC para o Rota 2030 é o que melhor atende aos interesses dos consumidores, dos fabricantes de veículos e de toda a economia brasileira.

RICARDO GUGGISBERG, presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico

São Paulo, 1º de dezembro de 2017

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