ABVE cobra fiscalização da lei ambiental de São Paulo

A mobilidade elétrica e o transporte do futuro foram alguns dos temas do Festival Globo News Prisma, promovido pela Globo News no dia 5 de maio, num espaço de coworking na Zona Oeste de São Paulo.

Um dos debatedores foi Thiago Sugahara, vice-presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) e chefe do Departamento de Assuntos Governamentais da Toyota do Brasil.

Ele disse que a ABVE e outras entidades devem fiscalizar intensamente a execução da nova lei ambiental de São Paulo (Lei 16.802/2018), que abre caminho para a mudança dos atuais ônibus municipais a diesel por veículos elétricos e híbridos.

Também defendeu o corte do IPI (imposto sobre produtos industrializados) que hoje incide sobre os veículos elétricos em geral no Brasil, de 25% para 7% (mesma alíquota dos carros flex).

DEBATE

Além de Thiago, participou do debate a diretora do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, Clarisse Cunha Linke, com mediação do jornalista André Trigueiro.

 Thiago Sugahara destacou a importância da Lei 16.802 para assegurar a transição dos atuais ônibus a diesel para elétricos e híbridos em São Paulo.

Disse que é preciso “aprender com a experiência” da lei anterior (14.933/2009), que fracassou, para cobrar fiscalização no cumprimento das metas ambientais da nova legislação.

“Agora, haverá um acompanhamento da sociedade civil e da Associação Brasileira do Veículo Elétrico para garantir essa mudança na frota de ônibus de São Paulo”.

METAS

A Lei 16.802 foi aprovada em dezembro na Câmara Municipal de São Paulo e sancionada pelo então prefeito João Doria no dia 17 de janeiro.

Ela determina que os 14. 400 ônibus paulistanos terão de emitir 50% a menos de gás carbônico (CO²) em dez anos e zerar as emissões em 20 anos.

As mesmas metas fazem parte do edital da licitação da Prefeitura que escolherá os futuros concessionários do transporte público municipal, até o final do ano.

Se a lei e o edital forem cumpridos, as empresas de ônibus terão de trocar os veículos a diesel por ônibus elétricos –  entre 6 e 7 mil em dez anos e toda a frota em 20 anos.

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