Um carro elétrico da Tesla está voando em direção a Marte

7 fevereiro 2018
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A capacidade de Elon Musk de produzir notícias espetaculares superou todos os limites nesta terça-feira (6/2), quando o dono da Tesla lançou um carro elétrico Roadster em direção a Marte.

O carro – “pilotado” por Starman, um boneco fantasiado de astronauta – foi a carga mais importante do foguete Falcon Heavy que a Space X lançou na base de Cabo Canaveral, na Flórida.

O Roadster vermelho conversível subiu ao espaço (foto) com o rádio de bordo tocando “Starman”, de David Bowie, e a tela do painel indicando: “don’t panic!’

Câmeras instaladas no foguete e no próprio carro permitem acompanhar ao vivo a viagem interplanetária de Starman (ver abaixo).

O voo foi também o feito mais extraordinário da empresa de viagens espaciais que o bilionário empreendedor americano, nascido na África do Sul, fundou em 2002.

SONHOS E MARKETING

O Falcon Heavy já é o mais poderoso foguete lançado numa base da Nasa desde 1973, quando a agência espacial dos Estados Unidos desativou o lendário Saturno V, que levou os primeiros astronautas à Lua.

A meta de Musk é mais ambiciosa. Este foi o primeiro teste do foguete com que ele sonha em levar os primeiros seres humanos a Marte, em 2025 – algo que a própria Nasa só pensa em fazer a partir de 2030.

Quando chegarem a Marte, os terráqueos já encontrarão o Roadster próximo ao planeta vermelho, aonde deve chegar dentro de seis meses para iniciar uma longa e eterna órbita elíptica em torno do Sol.

A viagem a Marte não é apenas o mais incrível lance de marketing de Musk para promover o seu carro elétrico, capaz de acelerar de 0 a 96 km em 1,9 segundo.

O empresário também quis provar a capacidade de carga de seu foguete, com a qual espera fechar contratos com a Nasa e as Forças Armadas dos Estados Unidos para financiar suas ambições espaciais.

Na verdade, o Falcon Heavy pode transportar em torno de 70 toneladas de carga, o equivalente a mais ou menos 50 Roadster.

BAIXOS CUSTOS

O voo desta terça também provou o acerto da aposta de Musk de produzir foguetes com propulsores retornáveis e reutilizáveis, que reduziram drasticamente os custos dos lançamentos.

De fato, o voo custou US$ 90 milhões (RS 297 milhões), dez vezes mais barato do que um lançamento equivalente da Nasa.

O Falcon Heavy subiu ao espaço e alcançou a velocidade de 10 mil km/h, impulsionado por 27 motores Merlin instalados em três estágios propulsores – dois laterais e um central.

Como o previsto, os dois propulsores laterais se despreenderam do corpo principal do foguete e iniciaram um voo de volta à Terra.

Ambos pousaram suavemente na vertical – um deles numa plataforma no solo e o outro numa balsa no mar.

Já o pouso do estágio central fracassou. O propulsor não conseguiu descer na plataforma flutuante e afundou no mar.

SUCESSO

Mas o conjunto da missão, até agora, é considerada um sucesso.

O lançamento foi transmitido ao vivo pela Space X e acompanhado por dezenas de milhares de espectadores pela internet, reavivando o interesse dos americanos por viagens espaciais.

Elon Musk não é o único empreendedor determinado a ganhar dinheiro com viagens interplanetárias, mas é certamente o mais ousado.

O americano Jeff Bezos, dono da Amazon e fundador da Blue Origins, e o britânico Richard Branson, criador da Virgin Galactic, também têm sonhos parecidos.

Lançamento (Space X, via YouTube)

Live do Starman no espaço:

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