Um carro elétrico da Tesla está voando em direção a Marte

A capacidade de Elon Musk de produzir notícias espetaculares superou todos os limites nesta terça-feira (6/2), quando o dono da Tesla lançou um carro elétrico Roadster em direção a Marte.

O carro – “pilotado” por Starman, um boneco fantasiado de astronauta – foi a carga mais importante do foguete Falcon Heavy que a Space X lançou na base de Cabo Canaveral, na Flórida.

O Roadster vermelho conversível subiu ao espaço (foto) com o rádio de bordo tocando “Starman”, de David Bowie, e a tela do painel indicando: “don’t panic!’

Câmeras instaladas no foguete e no próprio carro permitem acompanhar ao vivo a viagem interplanetária de Starman (ver abaixo).

O voo foi também o feito mais extraordinário da empresa de viagens espaciais que o bilionário empreendedor americano, nascido na África do Sul, fundou em 2002.

SONHOS E MARKETING

O Falcon Heavy já é o mais poderoso foguete lançado numa base da Nasa desde 1973, quando a agência espacial dos Estados Unidos desativou o lendário Saturno V, que levou os primeiros astronautas à Lua.

A meta de Musk é mais ambiciosa. Este foi o primeiro teste do foguete com que ele sonha em levar os primeiros seres humanos a Marte, em 2025 – algo que a própria Nasa só pensa em fazer a partir de 2030.

Quando chegarem a Marte, os terráqueos já encontrarão o Roadster próximo ao planeta vermelho, aonde deve chegar dentro de seis meses para iniciar uma longa e eterna órbita elíptica em torno do Sol.

A viagem a Marte não é apenas o mais incrível lance de marketing de Musk para promover o seu carro elétrico, capaz de acelerar de 0 a 96 km em 1,9 segundo.

O empresário também quis provar a capacidade de carga de seu foguete, com a qual espera fechar contratos com a Nasa e as Forças Armadas dos Estados Unidos para financiar suas ambições espaciais.

Na verdade, o Falcon Heavy pode transportar em torno de 70 toneladas de carga, o equivalente a mais ou menos 50 Roadster.

BAIXOS CUSTOS

O voo desta terça também provou o acerto da aposta de Musk de produzir foguetes com propulsores retornáveis e reutilizáveis, que reduziram drasticamente os custos dos lançamentos.

De fato, o voo custou US$ 90 milhões (RS 297 milhões), dez vezes mais barato do que um lançamento equivalente da Nasa.

O Falcon Heavy subiu ao espaço e alcançou a velocidade de 10 mil km/h, impulsionado por 27 motores Merlin instalados em três estágios propulsores – dois laterais e um central.

Como o previsto, os dois propulsores laterais se despreenderam do corpo principal do foguete e iniciaram um voo de volta à Terra.

Ambos pousaram suavemente na vertical – um deles numa plataforma no solo e o outro numa balsa no mar.

Já o pouso do estágio central fracassou. O propulsor não conseguiu descer na plataforma flutuante e afundou no mar.

SUCESSO

Mas o conjunto da missão, até agora, é considerada um sucesso.

O lançamento foi transmitido ao vivo pela Space X e acompanhado por dezenas de milhares de espectadores pela internet, reavivando o interesse dos americanos por viagens espaciais.

Elon Musk não é o único empreendedor determinado a ganhar dinheiro com viagens interplanetárias, mas é certamente o mais ousado.

O americano Jeff Bezos, dono da Amazon e fundador da Blue Origins, e o britânico Richard Branson, criador da Virgin Galactic, também têm sonhos parecidos.

Lançamento (Space X, via YouTube)

Live do Starman no espaço:

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  1. João Antonio Dias Ramos disse:

    Incompreensão com sua própria casa que é a terra. Dizer que nossa casa está se autodestruindo e que alguns terraquios precisam sobreviver em marte é desistir da própria inteligencia humana e de pensar coletivamente e no outro. É não acreditar em Deus como criador de tudo isso e que enquanto há homens de bem sempre é possivel acreditar que tudo aqui pode ser renovado, regenerado, reconstruido, restaurado. O que falta é amor ao próximo, quando se gasta valores incalculáveis para ego próprio, excentricidade, em pensar que habitarão outros planetas. Espero que os primeiros a ir sejam voces mesmos. como não conseguem ser donos do mundo (terra), querem ser donos de outros planetas. Deviam repensar as palavras do índio cacique dos EUA, ele lhes ensinarão os verdadeiros valores que aqui existem e que o dinheiro não os deixam ver.

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