Paris fixa meta de frota de ônibus 100% limpa até 2025

A empresa pública de transportes de Paris (RATP) decidiu que até 2025 toda a frota de ônibus da capital francesa será movida a combustíveis limpos e renováveis (não fósseis).

Pela meta do plano Bus 2025, 80% dos 4.600 ônibus parisienses deverão ser elétricos ou híbridos nos próximos oito anos. Os demais 20% serão movidos a biogás.

Fez parte do plano a recente inauguração da primeira linha de ônibus exclusivamente elétricos da cidade.

A linha 341 entrou em operação regular no início de 2017, após seis meses de testes.

Liga a Estação Charles De Gaulle-Étoile, perto do Arco do Triunfo, ao Portal de Clignancourt, ao norte da capital francesa, num trecho de aproximadamente 7 km.

A Linha 341 opera com 23 ônibus elétricos da Bluebus (empresa do grupo francês Bolloré), com capacidade para 90 passageiros, autonomia de 180 km e recargas exclusivamente noturnas, nas garagens.

Outras duas linhas de ônibus elétricos deverão ser inauguradas até o final do ano.

PLANEJAMENTO

O plano Bus 2025 começou a tomar forma no final de 2014. A partir de 2015, a RATP iniciou uma série de testes de veículos elétricos.

Os testes incluíram modelos de fabricantes europeus (Heuliez, francês, Irizar, espanhol, e Solaris, polonês) e chineses (Yutong e BYD).

O plano faz parte do objetivo do governo francês de abolir a produção e venda de veículos movidos a diesel e gasolina até 2040.

Dos grandes países europeus, a França é, hoje, o mais empenhado em liderar a renovação da matriz energética do transporte.

CHINA

A Europa tenta responder à vigorosa expansão do mercado chinês de veículos elétricos em geral e especialmente no transporte público.

No final de 2016, dos 345 mil ônibus elétricos em circulação no planeta, nada menos do que 343.500 eram da China.

Os números constam do mais recente relatório Global EV Outlook 2017, publicado pela Agência Internacional de Energia (IEA), órgão vinculado à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

No mesmo período, os países da Europa, somados, contabilizaram 1.273 ônibus elétricos, e os Estados Unidos, apenas 200.

Segundo o relatório da IEA, a frota mundial de veículos elétricos (automóveis, ônibus e utilitários) pulou de pouco mais de um milhão em 2015 para dois milhões em 2016.

A China, sozinha, responde por um terço desse mercado global – isso sem contar os 200 milhões de motocicletas elétricas e os três a quatro milhões de veículos elétricos leves de baixa velocidade (LSEVs) que circulam no país asiático.

EUROPA E EUA

Apesar da distância da realidade chinesa, o relatório da IEA ressalta que a frota europeia de ônibus elétricos mais do que dobrou de 2015 para 2016, “sugerindo que o mercado está se movendo para além da fase de testes, no rumo do desenvolvimento comercial”.

Não parece ser o caso dos Estados Unidos, ainda fiéis ao diesel e à gasolina.

A IEA destaca que a Proterra, empresa americana de ônibus elétricos, também dobrou suas vendas em 2016, sobre o ano anterior, mas com números muito mais modestos.

A Proterra produziu apenas 380 veículos elétricos desde sua fundação, em 2004.

Este é um indicador de que o mercado dos Estados Unidos, com uma frota de apenas 200 ônibus elétricos (menor do que a do Brasil), ainda não se convenceu da importância de mudar a matriz de combustível do transporte público.

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